TABS

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

http://pos-de-fada.blogspot.com/

Este ultimo ano foi dificil.
Posso dizer que tirando o nascimento do baby M foi o pior ano da minha vida.
Estive longe a lutar pela vida do meu pai e pelos meus.
Voltei porque pensava que o pó-de-fada iria curar tudo como me disse a M grande.
 
Não curou tudo mas espero que ainda cure alguma coisa do que resta de 2013.
Podem seguir-nos do outro lado: http://pos-de-fada.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

As voltas que a vida dá

No fim-de-semana recebemos a visita de amigos. Para mais uma conversa, e para um ultimo abraço antes do regresso a Portugal.
 
Por coincidências acabamos perceber que o nosso passado ainda estava tão presente numa casal que os acompanhou. Um passado que tentamos esquecer, mas que ontem nos fez tão bem recordar. Recordar aquelas pessoas que passaram na nossa vida e que feliz ou infelizmente tivemos de deixar para trás.
 
A parte triste foi perceber que a vida com que os imaginávamos num dos casos em particular já não existia. A minha primeira companheira de casa quando cheguei a Angola morreu à 4 anos sem que eu o soubesse.
 
Da ultima vez que nos vimos estava empolgada a preparar o casamento. Prometi visita a Benguela para conhecer o novo apartamento, a nova vida. Visita essa que nunca aconteceu porque a vida me trocou as voltas. A ultima vez que falamos esta tinha-se livrado do fantasma "F" que a perseguia a ela e ao namorado. Tinha cortado amarras também ela com o passado e estava a começar uma nova vida que se iria iniciar dali a uns meses com o casamento. Nunca cheguei a receber o convite como prometido. Tive de me afastar dela e dos que me diziam algo por motivos que agora aqui não interessam (talvez um dia).
 
Imaginava-a casada, talvez com um filhote, mas feliz e nunca da maneira que me vi confrontada ontem. A Ana morreu à 4 anos. 1 ano após casar. Morreu numa estrada de 30 km entre Lobito e Benguela porque um carro que se atirou para cima dela. Não teve hipótese de sobreviver. Ninguém a deixou ter a segunda chance que ela desejava.
 
Um fim de semana que tinha tudo para ser feliz deixou-me com um gosto amargo na boca, com vontade de ir a Benguela dar um abraço ao marido, dizer que estamos aqui por ele mesmo ao fim de 4 anos. Mas não posso, não podemos, pelo menos para já. Enquanto não fizermos as pazes com o passado Benguela continua a ser um sitio "proibido".

As vidas perdem-se e nós só temos de aceitar o facto. Mas que fiquei em choque fiquei e ainda ontem à noite o meu ultimo pensamento foi para ela. Para a minha primeira companheira de Angola, aquela que me ajudou a suportar 2 meses longe do meu amor.
  

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O dia em que o nosso coração quebra pela primeira vez

Ontem após o jantar, enquanto o pai assistia ao FCP-PSG eu e a M ficamos sentadinhas na sala. Eu a ver o telejornal e ela enroscada em mim a ver o Dumbo - filme favorito do momento - no DVD.
às tantas abraça-se a mim com toda a força do mundo e começa a chorar baixinho encostada ao meu peito. Aflita perguntei o que se passava. Alguma dor, alguma birra, sono talvez. Levanta os olhos cravados de lágrimas e só me pergunta:
 
"Mamã não me deixes. Não me deixes nunca. Não me abandones. quando o mano M nascer posso continuar a ser o teu bebé?"
 
Naquele instante o fiquei sem chão e só consegui chorar agarrada a ela. Triste e com um nó na garganta por ela se sentir perdida e por eu estar a tentar de tudo para a prender a mim e transmitir-lhe segurança. Orgulhos por ver a minha M tão crescida a ser novamente bebé mas a mostrar sentimentos. Mostrar que o coração e a cabeça dela estão confusos mas que a confiança que tem em mim é tão mas tão inabalável que consegue abrir-me o seu coração pequenino no estado mais puro que existe.
 
Apesar do barrigão peguei nela, embalei-a e disse que será o meu bebé para sempre. Tentei explicar que o meu coração é grande e cabem lá todas as pessoas importantes. E que ela é a mais importante de todas e sempre o será. Disse que o mano M vai ser importante na minha vida, mas ela será sempre a primeira. Disse isso de coração porque é o que sinto! Não menti e fui sincera com ela.
 
Expliquei que quando ela for maior e tiver os bebe´s dela vai compreender melhor e que da mesma maneira que gosta do pai e da mãe igual. As mãe e o pai também podem gostar igual dela e do mano M.
 
Passamos a noite nos mimos, com choro pelo meio, com abraços e promessas de nunca nos separarmos. Adormeceu tranquila.
 
Eu? Eu tenho o coração partido em mil bocados e ando a tentar colá-lo. A minha bebé está a crescer e o saber que os sentimentos começam a despontar e que não a vou poder proteger nem acalmar aquele coração inseguro para sempre.
 
 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os pratos da balança

Como em todas as decisões na vida temos sempre de pesar os prós e os contras das nossas atitudes, das nossas decisões e assumir a decisão que poderá mudar a nossa vida para sempre. Eu assumi a minha aos 25 anos. Quando ainda me sentia muito menina dos meus pais e quando ainda precisava de mimo. A decisão já martelava à muito na minha cabeça. Talvez desde sempre até pois sempre me imaginei em aviões e a ter o aeroporto como uma segunda ou terceira casa. Apenas pensei que o meu porto seguro seria para sempre em Portugal e a vida nisso trocou-me as voltas. Não sai antes porquê?

Não foi por falta de oportunidade. Foi porque a minha pessoa, a minha avó/mãe na altura era vida e eu não me sentia capaz de cortar o laço que nos unia. Não conseguia e não queria. Por ela abandonei um Erasmus a 1 semana da partida. Por ela passei as aulas para regime nocturno, abandonei temporariamente um emprego em part-time para a acompanhar no último ano de vida dela. Na altura a balança pesou para ficar e eu fiquei.

Em Junho e com 25 anos, exactamente 1 anos após a sua morte tive a primeira entrevista para iniciar a minha viagem. Por sorte ou por "obra dela" fiquei logo colocada e em Outubro soltei as amarras do meu cais e deixei-me vir. Deixei pais, namorado, irmãos, família. Deixei os abraços diários e os beijos repenicados da família a troco de experiência profissional, mais salário mas acima de tudo mais oportunidade de evolução e reconhecimento do meu trabalho. Deixei um emprego estável (ia passar aos quadros) por uma maluqueira como me disseram na altura. Fiz o meu destino e peguei a MINHA vida e coloquei-a nas mãos que quem melhor sabe olhar por ela. EU!

Não esperei ajuda do estado, nem de ninguém. Não esperei por pena ou simpatia. Apenas pedi que aceitassem as minhas escolhas. E que me apoiassem caso fossem meus amigos e família de verdade. O pior dia da minha vida foi o dia em que embarquei naquele avião. Tremia e chorava. Sem saber o que me esperava à chegada. Mas tentei (se bem que sem sucesso) engolir as lágrimas e vim viver a minha vida. Na altura tinha a esperança que ao voltar teria à minha espera as pessoas que realmente iria valer a pena abraçar. Quem não estivesse lá tinha por fim mostrado que deveria ser riscado da minha vida. O meu maior medo era perder o G, mas sabia que esta distancia também iria servir para reforçar o que existia entre os dois, ou para quebrar de vez a relação caso a este fio fosse fraco.

Ao fim de 2 meses ele estava cá à minha espera. Aliás estava já de passaporte na mão e malas feitas pronto a embarcar nesta minha, agora tão nossa aventura. Saímos na altura em que já se falava em crise. Não estará Portugal em crise desde sempre?

Assistimos a negócios do arco-da-velha, a contractos ruinosos feitos pelo “nosso” governo, assistimos à queda de um governo e ao nascimento de outro. Assistimos a manifestações. E o que fazemos? Rimos. Porque para nós Portugal tem o Governo que merece. Portugal tem o Governo que os Portugueses escolheram. Toda a gente se queixa da chico-espertice dos governantes e políticos. Mas será que fazem o certo?

Acredito que exista pessoas boas em Portugal. Pessoas que se interessam e que pagam os impostos e tudo o que devem pagar a bem da evolução do País. E os outros? Os que vivem à mama dos subsídios, os que têm esquemas onde descontam salário mínimo mas vivem em cascais, ou na quinta-do-conde e têm uma colecção de mercedes à porta? E aqueles que dizem não que trabalhar e andam a fazer perninha nas obras, nos biscates ou nas limpezas? Pois ninguém fala deles. Mas não serão estes a maioria? Aqueles que atiram pedras ao Governo mas que depois também têm telhados de vidro.

O que o Governo faz apenas é um aumento para grande escala do que os Portugueses fazem. Olhar apenas para os seus umbigos e tentar tirar o máximo de vantagem em proveito próprio de toda e qualquer situação. Quando o povo resolver ir ao centro de emprego ou segurança social e informar: “Tirem-me das listas de desemprego, tirem-me o RSI, afinal eu trabalho, eu produzo, eu quero participar activamente na economia e desenvolvimento deste país”, nesse dia poderemos exigir mundos e fundos do nosso governo e poderemos enfim começar a atirar pedras. Aí sim os senhores governantes abrirão os olhos e verão que já não estão a gerir um povo, inculto, ignorante e que só olha para o umbigo.

Neste ultimo ano tenho sido atacada, contestada por amigos, família e conhecidos. Todos me acusam à boca cheia que só falo assim porque estou bem na vida. Tenho contrato, tenho boa vida ponho comida na mesa para sustentar a minha casa. Sim tenho isso tudo.

Mas o que eles se esquecem é que não tenho um beijo da minha mãe todos os dias. A Matilde está a crescer sem avós. Vejo o meu avô ter um AVC, perder uma perna por causa dos diabetes. Perder a outra perna e entrar em depressão. Viver com o coração nas mãos sem saber se irá sobreviver até ao dia da próxima viagem. Deixe a minha irfilha com 15 anos, numa altura que ela mais precisava de mim. Sim também eu pago um preço. Não um preço monetário mas um preço sentimental. Qual valerá mais. Será menos válido só porque não esse preço não é contabilizado com vil metal?

Oportunidades todos temos. Resta a cada um de nós pesá-las na balança e ver qual a atitude que deve tomar. Pegas na vida nas próprias mãos e deixar-se de queixar do que a vida não lhes dá. E não me venham foder a cabeça com o “tu não percebes”. Percebo até bem demais.

Percebi-o há 6 anos e sei que na MINHA altura tive coragem e arrisquei. E a vida apenas me deu o que dela eu exigi.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

12/10/2012

Temos viagem marcada para este dia. O dia em que tudo vai mudar. Quando regressar a Angola será na condição de mãe de dois e tudo indica que com um Part-Time Job.
 
Só que as contracções estão a apertar. Os sintomas de parto já começaram a ameaçar. E Nós temos medo. Não temos medo que nasca a 13 de Outubro já em Portugal e com apenas 31 semanas. Na Europa podemos esperar por milagres, podemos ter esperança que o M sobrevive com tão pouco tempo de gestação. O nosso medo é que não consigamos chegar a dia 12. Que o M queira nascer aqui a toda a força. E este medo deixa-nos o coração pequeno.
 
Vamos reforçar o descanso, esperar pelo "chefe" que chega amanhã. Vamos ponderar alterar os planos iniciais. Vamos tentar fazer de tudo para termos um final feliz. Para que quando voltarmos a Angola sejamos 4. Porque desde Abril/Maio é isso que somos. Quatro. E só assim sabemos ser felizes.

Fim-de-Semana em Imagens - W38


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ZAP

O G está na sala a ver o Paços de Ferreira - Benfica.
O que tem isto de interessante para constar no blog.
Parece-me que a ZAP só pagou os direitos de imagem, por isso o jogo está a ser visto ao som de nusica ambiente (sim aquela pirosa que costumam por quando a emissão é suspensa). Pachorra mesmo só para um grande amante de futebol (e que por acaso nem é do benfica).

Será que é a isto que chamam amadurecimento?

Deixei de ter pachorra para a simpatia de borla. No outro dia confidênciei pela primeira vez uma situação que me perseguia à muito e senti-me mais leve.
Deveria ter por volta de 17 anos e na faculdade, numa qualquer cadeira de psicologia ou uma merda do género (sim antes de ser engenheira tive um ano com a mania que era artista e fui estudar cinema) tiramos um papelinho de uma tombola e tínhamos de descrever a pessoa em 3 palavras. Aos poucos lá fomos correndo colegas sempre com palavras carinhosas e delicodoces. Quando chegou ao meu papel (que por acaso tinha ido parar à mãos de uma das gajas que mais curtia na sala levei um baque.
Fria, Orgulhosa, Arrogante!
Fiquei a olhar para a sala à ver quem teria tamanhos defeitos e nenhuma virtude (no meu ponto de vista claro).
Em menos de 5 segundos várias vozes se levantaram. MARY! E eu só pensava: Estes gajos estão doidos!! Mas afinal não. Era mesmo a minha descrição. Senti-me aos poucos a encolher, a ficar pequenina, sentir o chão fugir debaixo dos pés não é coisa agradável de sentir num anfiteatro cheio de pessoal. E nos filmes de cinema deles eu seria para sempre a vilã.
O que eles não sabiam é que eu era a tímida, a envergonhada. Que estava em cinema, com 17 anos, que era virgem, que não fumava ganza, que não andava a percorrer as caves obscuras do Porto. Daí ser diferente e não saber como me encaixar naquele "mundo" tão novo para mim. Ter a ânsia de me sentir enquadrada no mundo deles sem perder os valores porque sempre regi a minha vida (menina de coro criada em colégio de freiras).
 
Desde esse dia a minha vida mudou. Mesmo quando queria chorar sorria. Sorria para toda a gente. Perdi a capacidade de confiar na minha primeira impressão que sempre tinha sido tão certeira. Perdi a capacidade de ser genuína e só amar quem o meu coração ditava. Durante todos estes anos vivi no dilema de ser simpática para as pessoas, mesmo quando não as gramava. Porque queria passar uma imagem diferente, porque queria que não me vissem como a vilã. Queria que as pessoas se lembrassem de mim pela positiva. Como aquela que ajuda, que está sempre disponível, que nunca diz não. Mesmo que isso me estivesse a matar aos poucos. Passei a viver não a minha vida mas através do reconhecimento dos outros.
 
Havia alturas que sufocava. Porque pensava que algumas pessoas que me olhavam bem nos olhos conseguiriam ver algum do fingimento. Que me iriam topar à distancia. Então mentalmente vinham as ordens: Sorri, fala muito, concorda com tudo o que dizem. E assim fui vivendo com medo de magoar e ser magoada novamente.
 
Esse baque perseguiu-me até à umas semanas atrás. Quando finalmente o verbalizei. Quando decidi que era tempo de expulsar os demónios que habitavam aqui à muito. 
 
E o que senti? Alivio. Porque as pessoas têm de gostar de mim pelo que sou e não pelo que querem que eu seja. Porque eu sou simpática, sou solicita, sou amiga para quem realmente merece fazer parte da minha vida. A vida tem mostrado que os amigos que nos conhecem realmente ficam para a vida. Quem estejamos a 1km ou a 8000 km de viagem. Os amigos metem-se num avião assim que podem quando sabem que outro amigo a 8000km de distancia tem a vida a ruir. E vai sem cobrar nada, apenas para o ajuda a erguer novamente as paredes e a limpar os estilhaços que a guerra deixou. Os amigos preparam o coração e a casa dias antes da chegada para que quem chegue se sinta em casa. Tudo isto sem cobranças, sem exigir nada em troca. Apenas pela companhia e pelas risadas.
 
Os outros, aqueles que tentei agradar ao longo dos anos já cá não estão, já não fazem parte da minha vida. Desse ano num Mundo que não era o meu não ficou ninguém. Foi um ano vazio (valeu apenas para conhecer o G que também não fazia parte desse mundo). Um ano com lembranças boas e lembranças más, mas que não me trouxe ninguém para o presente e muito menos para o futuro.
 
Finalmente sinto que cortei as amarras com este passado que me perseguia. O amor que tenho está agora muito melhor direccionado. Para quem merece, para quem me merece.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Nome ou Cognome?

A M quer mudar de nome. Desde terça feira na escola que não quer ser chamada de M e se a chamamos ela não responde. Qual o nome de eleição? Graças às ideias do papá a M informou oficialmente que quer passar a ser chamada de: ADOLFA DIAS!!!!

Apesar do descanso

Não consegui cumprir a 100% logo ao segundo dia.
Afinal ontem foi tolerância de ponto e tivemos dia livre para podermos assistir à tomada de posse do Presidente.
E que fiz eu? Fiquei em casa? Népias.
  • Pequeno Almoço na pastelaria;
  • Visita à base militar. G foi levantar um peça que vinha num avião  e eu e a M fomos ver os caças a levantar voo (rasgar os céus);
  • Armazém do G para deixar a peça e aproveitar para comer uns rebuçados e fazer uns desenhos (a M e não eu);
  • Intenções de ir comer uma lagosta ao Namibe, mas a viagem foi cancelada para os lados da Humpata. Fila enorme de transito e nós sem saber onde a dita iria acabar (seria óbito, casamento procissão? Nunca o saberemos) e M com uma birra descomunal;
  • Inversão de marcha e apanhamos a estrada rumo a Ondjiva (parámos ao km 14) num Lodge de avestruzes. Piscina suja o que fez logo abortar as ideias de banho refrescante. Valeu pelo Parque infantil e a sombra do bar para beber uma cola geladinha;
  • Avestruz e atacar o G por este ter invadido o seu espaço e M atrás dos perus porque queria trazer uma para casa para fazer arroz (What????);
  • Volta ao Lubango, passar em casa a correr e ir piscinar e almoçar para um dos hotéis da cidade. M feliz, eu e G no relax a ver o pessoal a fazer casting para o "Bounce" (So you think you can dance Angolano);
  • M feliz a comer a minha sopa, e as minhas batatas fritas;
  • M descarada a ir ter com os moços do Bounce e perguntar "Vocês sabem dançar? Então ensina só ya?" Moços a dançar e ela dengosa a fugir deles;
  • Voltar para casa e olhar para o relógio e ser APENAS 15:30. Dormir uma soneca no sofá. Estar cansada (qb) mas feliz.
Foi um dia preenchido, mas quando estamos com quem amamos o cansaço passa ao lado e chegamos ao final do dia a pensar que estaríamos muito mais cansados se tivessesmos passado o dia no escritório longe da nossa piolha.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ontem consulta das 28 semanas (ou everia dizer 30 semanas + 4 dias) uma vez que pelo andar da carruagem vou parir um leitão?

Recomendação: Para poder viajar em Outubro tenho de fazer repouso à força. Apartir de hoje trabalho em part-time e descanso redobrado durante a tarde. 3 semaninhas desta "dieta" para poder estar fresca e fofa no grande dia do regresso a Portugal.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Let the games begin!

Ou no meu caso as contracções!

Os pratos da balança

Há muito que as ideias estavam a amadurecer na minha cabeça. A ideia de após a licença de maternidade solicitar à empresa trabalho em part-time (com a devida redução salarial claro) para poder gozar esta ultima maternidade (assim o espero). Aproveitar desta vez o tempo para ver a interacção entre os 2 irmãos. Aproveitar ao máximo esta ideia de mãe de dois.
 
Tinha pensado muito nisso. Queria muito, mas pensava na vida em Angola. No team-work entre mim e o G idealisado à 6 anos. Na equipa que formamos e que não queria quebrar. Pensava nos nossos objectivos e isso passava por trabalhar.
 
Hoje ao pequeno-almoço tive o meu momento de felicidade desta gravidez. Quando ele sugeriu para bem da família e da nossa felicidade como pais abdicarmos de parte do salário (neste caso o meu) durante 1 ano para eu poder usufruir do papel de mãe a quase tempo inteiro que nunca tive. Para poder aproveitar as gracinhas deste ultimo bebé que habitará na nossa casa. Para termos jantares a tempo e horas, tempo para retiros espirituais e/ou aventureiros. Para dar uma de mãe preparadora de picnics à sexta-feira à tarde e podermos zarpar sem destino assim que o relógio der as 17:00.
 
E mais uma vez, sem falarmos e sem debatermos este assunto, os nossos corações encontraram novamente o mesmo caminho, as mesmas decisões. As decisões que tomamos juntos à 13 anos e que nos tornaram o que somos hoje. Uma equipa. E que grande equipa que nos tornámos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Os sonhos da M

Depois de um fim de semana em cheio em que vi os olhos da M brilharem de uma maneira nunca antes vista (primeira vez de brincadeiras com amigos meninos) é tão bom vê-lá sonhar alto e a rir-se ainda com mais vontade.

Hoje no caminho infantário-casa começaram as gargalhadas. Perguntei o porquê de tamanha felicidade e cara de safada que só ela sabe fazer.

Confidenciou que esta a imaginar uma viagem a Portugal com o P e o A. Os pais iam à frente no avião e eles iam atras. Todos juntos a brincar e a pregar partidas às senhoras do avião.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CR7

Afinal o rapaz andava triste e com motivo. A prima está na Casa dos Segredos!



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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Amizades blogosféricas

No proximo fim de semana vamos receber visitas. Não sei se já nos podemos considerar amigos pois tudo se limita à blogosfera...
Em Portugal se calhar as nossas vidas nunca se teriam cruzado. Mas em Angola tudo é possivel e parece que nos viemos encontrar a 8000 km de casa. Dos nossos lares.
E Apesar de ainda desconhecido é tão bom fazer planos e imaginar 4 dias de brincadeiras entre miudos. Ajudar a L a Relaxar e a deitar para tras das costas os problemas!
Angola também é isso é fazer dos amigos (mesmo que virtuais) a nossa familia e recebe-los de braços abertos como se já os conhecessemos à muitos e longos anos.

Gestão do Tempo

Pois que eu Achava que precisava de gerir melhor o meu tempo.
Pois que eu pesquisei na internet cursos que me ajudassem a gerir o meu tempo da melhor maneira.
Pois ainda que eu encontrei o curso e decidi inscrever-me.
Pois que o curso termina daqui a 2 dias e eu ainda tenho 2 (DOIS) módulos completos para terminar.
Pois que eu estou tramada.
Pois que eu acho que na teoria até posso aprender a gerir o meu tempo.
 
Mas daí a passa-lo à pratica parece que vão ser outros "quinhentos".

Quem é que eu quero enganar?

Tentei não falar aqui da minha filha. O que aconteceu? Posts mensais e ás vezes nem isso. Se é para falar da minha vida tenho obrigatoriamente de falar da coisa mais importante que ocupa os meus dias! Não vai ser um baby-blog porque ela já não é bebé. Será o Blog da minha vida. E isso tem de incluir TUDO  que faz parte dela. quem gostar é bem vindo. quem não gostar pode ir cagar à mata e já agora limpar o cú às urtigas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Carta Aberta - Publicada a 16/07/2010

Tens um ano! Fazes tudo aquilo que é típico de um bebé. Gritas, fazes birras, choras, sujas a casa, sujas-te a ti e a mim, desarrumas todos os brinquedos, apontas para tudo e só ficas satisfeita quando eu te digo o nome do objecto, assoas-me o nariz 500 mil vezes e fazes o mesmo ao teu narizito pequeno, puxas-me os cabelos, babas-me cara, pedes bolachas, maças, tangerinas, papa, sopa e pão sempre com o eu dedo pequenito mas persistente a apontar para os teus desejos, corres a casa toda de gatas e ficas com os joelhos negros, brincas as escondidinhas, mostras-me a barriga para eu dar beijos barulhentos, foges de mim, voltas pra mim… E eu o que faço? Acalmo-te os gritos e as birras, limpo-te as lágrimas e beijo-te os olhos, limpo-te a ti e a mim e ficamos as 2 a cheirar a toalhitas, arrumo paciente todos os brinquedos apesar de saber que o destino deles no dia seguinte está traçado, ensino-te pacientemente o nome de todos os objectos para satisfazer a tua curiosidade, finjo que me assoas e rio-me quando me imitas, tiro-te o cabelo da mão e ralho contigo porque magoas a mamã, limpo a baba que deixas-te nos teus beijos ainda desengonçados, dou-te tudo o que pedes porque és uma excelente boca e gostas de experimentar novos sabores, limpo-te os joelhos com as toalhitas, escondo-me de ti e a seguir corro para te apanhar (adoro ouvir os teus risos de satisfação), dou beijos repenicados nessa barriga linda agarro-me a ti e ficamos assim nanossegundos e transformo-os em eternidade. Porquê? Porque um dia, quando fores crescida, já não vais querer beijos, não vais querer abraços, vais ser independente, já não vais querer que seja eu a ensinar-te. Vais-te convencer eu não precisas da mãe para nada. Mas estarei sempre cá, para os bons e maus momentos. Vai ser uma fase passageira (chamam-lhe adolescência) e depois vais voltar para mim, mas já mais senhora, mais crescida, mais para me apoiares a mim do que eu a ti. Nesse dia em que fores independente (ou julgues ser) não me quero arrepender de todos os minutos que deixei passar em banco e não aproveitei a tua mãezite aguda. Não quero pensar que te ignorei, que me irritei por coisas que afinal são típicas da idade. Quero que tenhas uma infância feliz e cheia de recordações assim como eu tenho da minha. Cheia de cores, cheiros e sorrisos!!!! Quero que digas “A minha mãe é a melhor mão do Mundo.”

O meu Manel

Começo a chegar À conclusão que o meu Manel não gosta mesmo de trabalhar! Se fico em casa no bem bom ou no laró o puto dá-me unas dias de sossego e calmaria. Agora sempre que alapo o rabo na cadeira do escritório parece que tenho flechas a serem cravadas na barriga.